Blog Sinete

Cuidando do seu bem estar

Úlceras Arteriais: Causas, Sintomas e Diferenças das Úlceras Venosas

Profissional de saúde enfaixando a mão com gaze, representando o cuidado com feridas e curativos

Nem toda ferida que demora a cicatrizar na perna é igual. Muita gente já ouviu falar das úlceras venosas, mas poucas pessoas sabem que existe outro tipo de ferida crônica nos membros inferiores, causada por um problema completamente diferente: a má circulação arterial. Confundir as duas pode atrasar o tratamento certo e colocar a perna em risco.

Neste artigo você vai entender o que são as úlceras arteriais, por que elas aparecem, quais sinais ajudam a diferenciá-las das úlceras venosas e o que fazer para tratar e prevenir essas feridas com segurança.

Profissional de saúde enfaixando a mão com gaze, representando o cuidado com feridas e curativos

O que é uma úlcera arterial

A úlcera arterial é uma ferida que surge quando as artérias das pernas não conseguem levar sangue e oxigênio suficientes até a pele e os tecidos mais distantes, geralmente nos pés e nos dedos. Sem esse suprimento, a pele fica frágil, morre aos poucos e qualquer pequeno trauma — como uma batida no móvel ou um sapato apertado — pode se transformar em uma ferida que não cicatriza.

Esse quadro está diretamente ligado à doença arterial periférica (DAP), uma condição em que as artérias ficam estreitadas ou obstruídas, geralmente por acúmulo de placas de gordura (aterosclerose).

Causas e fatores de risco

As úlceras arteriais aparecem quando o fluxo sanguíneo para as extremidades fica comprometido de forma significativa. Os principais fatores de risco incluem:

  • Aterosclerose (endurecimento e estreitamento das artérias)
  • Diabetes mal controlada, que acelera o dano aos vasos sanguíneos
  • Tabagismo, um dos fatores mais associados à doença arterial periférica
  • Hipertensão arterial e colesterol alto
  • Idade avançada e histórico familiar de doenças cardiovasculares
  • Sedentarismo e obesidade

Quem já tem feridas nos pés relacionadas à diabetes precisa redobrar a atenção, já que a diabetes pode comprometer tanto a circulação quanto a sensibilidade da pele — o que também é discutido em detalhes no artigo sobre cuidados com feridas em pacientes diabéticos.

Sintomas: como reconhecer uma úlcera arterial

Algumas características ajudam a suspeitar de uma úlcera de origem arterial:

  • Ferida com bordas bem definidas, como se tivesse sido “perfurada”
  • Fundo da ferida pálido, amarelado ou escurecido, com pouco sangramento
  • Localização nos dedos dos pés, calcanhares, pontos de pressão ou lado externo do tornozelo
  • Dor intensa, que costuma piorar à noite ou quando a perna fica elevada
  • Pele ao redor fria, pálida ou arroxeada, com pouco pelo e unhas quebradiças
  • Pulso fraco ou ausente no pé

Úlceras arteriais x úlceras venosas: qual a diferença?

Essa comparação é importante porque o tratamento de cada uma é bem diferente — e uma abordagem errada pode piorar o quadro. As úlceras venosas, como já detalhamos no artigo sobre úlceras venosas nas pernas, costumam causar menos dor, aparecem mais perto do tornozelo (lado interno) e vêm acompanhadas de inchaço e pele escurecida pela estase venosa.

Já as úlceras arteriais doem mais, aparecem em pontos de maior pressão ou nas extremidades dos dedos, e a perna costuma estar fria em vez de inchada e quente. Elevar a perna, que alivia a úlcera venosa, piora a dor na úlcera arterial — porque reduz ainda mais o fluxo de sangue que já é insuficiente.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito por um médico, geralmente um angiologista ou cirurgião vascular, por meio do exame físico (observação da ferida, temperatura da pele, pulsos) e de exames complementares, como o índice tornozelo-braço (ITB) e o Doppler vascular, que avaliam o quanto o sangue está circulando até a perna e o pé. Esses exames são essenciais para confirmar se o problema é mesmo de origem arterial antes de iniciar qualquer tratamento.

Tratamento

O tratamento da úlcera arterial trata, antes de tudo, a causa: restaurar a circulação sanguínea. Isso pode envolver:

  • Medicamentos para melhorar a circulação e controlar colesterol e pressão
  • Procedimentos para desobstruir ou contornar a artéria afetada, como angioplastia ou cirurgia de revascularização
  • Parar de fumar, passo fundamental para frear a progressão da doença
  • Curativos específicos, escolhidos com cuidado para manter a ferida limpa e úmida sem comprometer ainda mais a circulação local
  • Controle rigoroso da diabetes, quando ela está presente

Diferentemente da úlcera venosa, a terapia de compressão não é indicada na maioria dos casos de úlcera arterial, pois pode reduzir ainda mais o fluxo sanguíneo. Por isso o diagnóstico correto é tão importante antes de qualquer curativo ou tratamento em casa.

Prevenção e cuidados no dia a dia

Algumas medidas ajudam a reduzir o risco de desenvolver úlceras arteriais ou evitar que piorem:

  • Examinar os pés diariamente, procurando rachaduras, calos ou feridas pequenas
  • Usar calçados confortáveis, que não apertem nem machuquem a pele
  • Manter a diabetes, a pressão arterial e o colesterol sob controle
  • Não fumar
  • Praticar atividade física regularmente, conforme orientação médica, para estimular a circulação
  • Procurar atendimento médico assim que notar qualquer ferida que não cicatriza em poucos dias

Perguntas frequentes

Úlcera arterial tem cura?

Com tratamento adequado para restaurar a circulação, muitas úlceras arteriais cicatrizam. O sucesso depende do grau de obstrução das artérias, do controle de doenças associadas (como diabetes) e do quanto antes o tratamento é iniciado.

Posso colocar qualquer curativo em uma úlcera arterial?

Não. O tipo de curativo deve ser indicado por um profissional de saúde, já que a escolha errada pode reter umidade em excesso ou favorecer infecção em um tecido que já tem pouca circulação.

Por que a dor da úlcera arterial piora à noite?

Deitado, o coração não precisa mais vencer a gravidade para levar sangue até os pés, mas em uma artéria já obstruída esse sangue extra não chega — o que intensifica a falta de oxigênio no tecido e a dor.

É possível ter úlcera arterial e venosa ao mesmo tempo?

Sim, esse quadro é chamado de úlcera mista e exige avaliação ainda mais cuidadosa, pois o tratamento de compressão usado nas úlceras venosas pode ser perigoso se houver também comprometimento arterial importante.

Quando devo procurar um médico com urgência?

Sempre que notar uma ferida no pé ou na perna que não cicatriza em cerca de duas semanas, que piora, apresenta sinais de infecção ou vem acompanhada de dor forte e persistente, principalmente se a pele estiver fria ou arroxeada.

Conclusão

As úlceras arteriais são feridas sérias, ligadas a um problema circulatório que precisa de diagnóstico e acompanhamento médico especializado — o autocuidado sozinho não resolve a causa. Para o manejo diário da ferida, contar com curativos adequados, como o curativo hidrocoloide Comfeel Plus, faz diferença na proteção e na cicatrização quando indicado pelo profissional responsável. Conheça essa e outras opções de curativos para tratamento de feridas e descubra onde encontrar produtos Cirúrgica Sinete perto de você.

Fonte: Healthline, Cleveland Clinic, Medical News Today e Manuais MSD.

Compartilhe

Os melhores Profissionais estão
na Sinete