
Mesmo com banho diário e sapatos limpos, algumas pessoas continuam incomodadas com um odor forte nos pés que parece não ir embora — e isso pode gerar vergonha em situações simples, como tirar o calçado na casa de alguém ou experimentar um tênis na loja. Esse quadro tem nome: bromidrose plantar, popularmente conhecida como chulé, e é muito mais comum do que se imagina, afetando pessoas de todas as idades.
Neste artigo você vai entender por que o chulé acontece, quais fatores de risco aumentam sua intensidade, como diferenciá-lo de outros problemas nos pés e, principalmente, quais cuidados práticos realmente ajudam a controlar o odor no dia a dia — além de saber quando vale a pena procurar um podólogo ou dermatologista.
O Que É a Bromidrose Plantar
A bromidrose é o nome técnico dado ao odor corporal desagradável e intenso, que pode ocorrer nas axilas, virilhas, couro cabeludo e, de forma bastante frequente, nos pés — nesse caso chamada de bromidrose plantar ou, popularmente, chulé. O suor em si é praticamente inodoro: o cheiro surge quando bactérias presentes naturalmente na pele decompõem o suor e as células mortas acumuladas dentro do calçado, liberando compostos com odor forte e característico.
Os pés são especialmente propensos a esse processo porque reúnem uma das maiores concentrações de glândulas sudoríparas do corpo e, na maior parte do dia, ficam abafados dentro de meias e calçados fechados — um ambiente quente e úmido, ideal para a proliferação bacteriana e fúngica.
Causas e Fatores de Risco
O chulé raramente tem uma única causa. Geralmente é o resultado da combinação entre suor em excesso, pouca ventilação e microrganismos presentes na pele. Entre os principais fatores de risco estão:
- Hiperidrose plantar (sudorese excessiva nos pés), que mantém a pele constantemente úmida;
- Uso prolongado de calçados fechados, sintéticos ou que não “respiram”;
- Higiene inadequada, incluindo não secar bem os pés após o banho;
- Reutilizar o mesmo par de meias ou calçados sem deixá-los arejar e secar entre um uso e outro;
- Obesidade, alterações hormonais e diabetes, que podem intensificar a sudorese;
- Presença de fungos, como no pé de atleta, que agravam o odor;
- Estresse e ansiedade, que estimulam a produção de suor.
Vale reforçar que a bromidrose plantar não está relacionada à falta de higiene por si só — muitas pessoas com rotina de cuidados rigorosa ainda convivem com o problema por causa da hiperidrose ou de fatores hormonais.
Sintomas
O principal sinal é o odor forte e persistente nos pés, que costuma piorar ao longo do dia, após atividade física ou ao retirar o calçado. Outros sintomas que podem acompanhar o quadro incluem:
- Pele dos pés frequentemente úmida ou suada;
- Maceração e amolecimento da pele, especialmente entre os dedos;
- Descamação leve em alguns casos;
- Odor que retorna rapidamente mesmo após o banho.
Diagnóstico
Na maioria dos casos, o diagnóstico é clínico: o podólogo ou dermatologista avalia o histórico, os hábitos de higiene e calçado, e examina a pele dos pés à procura de sinais de infecção fúngica ou outras condições associadas. Exames complementares normalmente não são necessários, mas podem ser solicitados quando há suspeita de causas relacionadas a alterações hormonais, diabetes ou problemas renais e hepáticos.
Tratamento
O tratamento combina medidas de higiene com produtos específicos para reduzir a umidade e a proliferação bacteriana. As opções mais usadas incluem:
- Sabonetes antissépticos para a lavagem diária dos pés;
- Talcos e desodorantes antitranspirantes e antibacterianos, aplicados após secar bem os pés;
- Produtos à base de sais de alumínio, que ajudam a reduzir a sudorese local;
- Em casos mais intensos e persistentes, o dermatologista pode indicar pomadas específicas ou, em última instância, procedimentos como toxina botulínica.
Um bom aliado na rotina é o talco antisséptico para os pés da Tenys Pé, formulado para reduzir a sudorese excessiva e combater bactérias e fungos — ele deve ser aplicado nos pés já limpos e secos, especialmente antes de calçar tênis fechados.
Prevenção e Cuidados no Dia a Dia
Pequenos ajustes de rotina fazem muita diferença no controle do chulé. Alguns cuidados recomendados são:
- Lavar os pés diariamente e secar bem, principalmente entre os dedos;
- Trocar as meias ao menos uma vez ao dia, preferindo tecidos naturais como o algodão;
- Alternar os calçados usados, dando um intervalo de pelo menos 24 horas para que sequem completamente;
- Optar por calçados mais ventilados sempre que possível;
- Usar talco ou produto antitranspirante específico para os pés antes de calçar o sapato;
- Evitar andar descalço em vestiários e áreas úmidas compartilhadas, reduzindo o risco de infecções fúngicas associadas.
Chulé e Outras Condições dos Pés
A bromidrose plantar frequentemente anda lado a lado com outras condições. Quando o suor excessivo é o principal gatilho, vale entender melhor a hiperidrose plantar e como controlar o suor excessivo nos pés, já que tratar a causa de base ajuda diretamente a reduzir o odor. Já quando o cheiro vem acompanhado de coceira, vermelhidão ou descamação entre os dedos, é importante descartar o pé de atleta (frieira), uma infecção fúngica que também costuma intensificar o mau cheiro. Para uma rotina completa de cuidados preventivos, confira também nosso guia completo de cuidados com os pés no dia a dia.
Perguntas Frequentes
Chulé tem cura?
Na maioria dos casos, o chulé é controlado — não “curado” de forma definitiva — com higiene adequada, produtos antitranspirantes e ajustes de hábito, como trocar meias e calçados com frequência. Quando está associado à hiperidrose, tratar a sudorese excessiva costuma trazer melhora significativa e duradoura.
Chulé é contagioso?
Não. A bromidrose em si não é contagiosa, pois é causada pela ação de bactérias que já vivem naturalmente na pele. Porém, se houver uma infecção fúngica associada, como o pé de atleta, essa infecção específica pode ser transmitida em ambientes úmidos compartilhados, como vestiários e piscinas.
Vinagre ou bicarbonato de sódio ajudam a eliminar o chulé?
Alguns remédios caseiros, como banhos de pé com vinagre diluído ou bicarbonato de sódio, podem ajudar a reduzir temporariamente a proliferação bacteriana por alterarem o pH da pele. Ainda assim, eles não substituem produtos antissépticos e antitranspirantes específicos nem a avaliação profissional em casos persistentes.
Chulé pode ser sinal de outra doença?
Na maioria das vezes não, mas em alguns casos a sudorese excessiva e o odor podem estar relacionados a alterações hormonais, diabetes ou problemas renais e hepáticos. Se o chulé surgir de forma repentina e intensa, sem explicação aparente, vale conversar com um médico.
Crianças podem ter chulé?
Sim, embora seja mais comum a partir da adolescência, quando há maior atividade das glândulas sudoríparas. Em crianças, os cuidados são praticamente os mesmos — higiene diária, troca frequente de meias e calçados ventilados —, mas produtos antitranspirantes devem ser usados apenas conforme indicação, respeitando a faixa etária recomendada na embalagem.
Conclusão
O chulé é uma condição comum, tratável e que não deve ser motivo de constrangimento: com uma rotina simples de higiene, produtos adequados e, quando necessário, acompanhamento profissional, é possível controlar o odor e devolver o conforto ao dia a dia. A Cirúrgica Sinete tem uma linha completa de produtos para cuidados com os pés, incluindo o talco antisséptico da Tenys Pé citado acima, ideal para quem busca controlar a sudorese e o odor no dia a dia. Confira também onde encontrar a loja Sinete mais perto de você.
Fonte: Tua Saúde, MD.Saúde, Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).